OFERTA FORMATIVA

Ref. 317A_7_2026 Inscrições abertas até 03-09-2026 INSCREVER-ME

Registo de acreditação: CCPFC/ACC-123855/24_

Modalidade: Oficina de Formação

Duração: 50.0 horas (25.0 horas presenciais + 25.0 horas de trabalho autónomo)

Início: 04-09-2026

Fim: 11-12-2026

Regime: Presencial

Local: Agrupamento de Escolas Pintor Almada Negreiros

Formador

Pedro Miguel Marques da Costa

Destinatários

Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico, Secundário e Educação Especial

Exclusivo para formandos dos Agrupamentos associados ao CFAE

Releva

Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico, Secundário e Educação Especial. Para efeitos de aplicação do artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação não releva para efeitos de progressão em carreira.

Acreditado pelo

CCPFC - Conselho Científico Pedagógico de Formação Contínua

Entidade formadora/Parceria

Centro de Formação Professor João Soares | AE das Olaias

Objetivos

No final desta oficina pretende-se que os professores planifiquem, concebam e implementem uma intervenção com os seus alunos de acordo com o seguinte: Compreender aspetos concetuais que caraterizam as metodologias de aprendizagem ativas, como Metodologia de Trabalho de Projeto; Aprendizagem Baseada em Resolução de Problemas; Perspetivas de Aprendizagem por metodologia de “Inquiry”; Descoberta Orientada e/ou Estudos de Caso. Desenvolver a capacidade de intervenção e desenvolvimento de metodologias ativas de aprendizagem, desde a sua conceção, até à sua reflexão e avaliação.

Conteúdos

Sessões presenciais: Sessão 1 (3h) – Objetivos, resultados esperados, aspetos metodológicos, articulação entre as sessões presenciais e autónomas e avaliação da Oficina de Formação. Contextualização da Oficina relativamente às atuais orientações curriculares. Sessão 2 (3h) – Desenvolvimento profissional docente e a organização de metodologias ativas, colaborativas e participativas. Clarificação concetual de Integração Curricular, Transdisciplinaridade e Interdisciplinaridade. Conceção e construção de uma atividade orientada para aprendizagem ativa. (Projeto; Descoberta Guiada; Resolução de Problemas). Sessão 3 (3h) – Clarificação acerca das especificidades metodológicas no desenvolvimento de competências. Seleção e definição de cada uma delas. Aspetos metodológicos comuns a metodologias de aprendizagens ativas. Sessão 4 (3h) – Aspetos metodológicos específicos do pensamento criativo com base na resolução de problemas. Atividade de aplicação de uma modalidade metodológica de desenvolvimento do pensamento crítico e do pensamento criativo. Sessão 5 (3h) – A pertinência da organização de equipas colaborativas de trabalho e de utilização de plataforma de comunicação (TIC). Em grupo, acessível a professores e alunos. A definição de critérios para a formação de equipas de trabalho entre os alunos. Ponto da situação relativa às atividades implementadas em sala de aula – reflexão conjunta. Sessão 6 (4h) – Reflexão em torno das caraterísticas de uma avaliação autêntica das diferentes competências desenvolvidas. Orientações para a construção de dispositivo de avaliação que respeite as caraterísticas de autenticidade, consistência, mobilização, transparência e praticabilidade, ajustado às atividades ativas de aprendizagem. Definição de competências a avaliar. Seleção de descritores e indicadores. Instrumentos de avaliação: Apresentação das caraterísticas de cada um e sua seleção. Sessão 7 (3h) – Análise conjunta das diferentes propostas de dispositivos de avaliação concebidos. Construção de materiais que se adequem à sua aplicação. Planificação da organização da sessão final de demonstração e apuramento de resultados da Oficina de Formação. Sessão 8 (4h) – Apresentação das diversas atividades desenvolvidas, em contexto, pelos formandos. Auto-avaliação e avaliação entre os pares dos resultados da Oficina de Formação.

Metodologias

De acordo com a perspetiva de formação ação – reflexão – ação, as sessões presenciais terão uma articulação com as sessões de trabalho autónomo. As metodologias, como atrás foi referido, terão uma articulação constante entre as sessões presenciais e o trabalho autónomo a desenvolver, procurando sempre a reflexão – ação. Procurar-se-á, sempre que possível, recorrer a trabalho colaborativo, à partilha de práticas e de conhecimentos procurando a pro-atividade dos participantes; dinâmicas de grupo; trabalho orientado; momentos de apresentação dos trabalhos produzidos; reflexão e avaliação formativa; aprofundamento teórico do que se trabalhou e lançamento do trabalho autónomo entre sessões e trabalho individual e em grupo. O trabalho autónomo será desenvolvido a par das sessões presenciais e em articulação com as abordagens efetuadas. Até à sessão 5 os participantes nesta Oficina deverão utilizar 10 horas do trabalho autónomo para planearem a sua própria intervenção com os seus alunos, que será objeto de análise em reflexão conjunta na sessão 5. A reflexão em torno da avaliação dessas atividades e que terão suporte concetual na sessão 6 possibilitará a adequação do dispositivo de avaliação à atividade já planeada, para esta fase prevê-se a utilização de outras 10 horas de trabalho autónomo de modo a permitir reflexão acerca de processos de avaliação ajustados às práticas pedagógicas ativas de aprendizagem. Finalmente após a sessão 7 será necessário concluírem a implementação com os respetivos alunos, de modo a organizarem todas as evidências para a sessão final pelo que serão necessárias pelo menos mais 5 horas de trabalho autónomo.

Avaliação

A avaliação será contínua, individual e em grupo, privilegiando-se o desempenho, participação e integração dos formandos no grupo de formação em cada uma das sessões realizadas. Os formandos serão avaliados em função da estruturação de um portefólio (grupo) e de um relatório de reflexão (individual), que traduza todo o trabalho produzido nas sessões presenciais e não presenciais, tendo em conta a pertinência, adequabilidade dos materiais produzidos, criatividade, organização, atualidade e apresentação. A escala de avaliação é compreendida entre 1 e 10 valores, sendo que a aprovação na Oficina de Formação dependerá da obtenção de classificação igual ou superior a 5 valores e da frequência mínima de 2/3 do total de horas presenciais conjuntas da ação. As percentagens de ponderação serão as que vigoram no centro de formação e aprovadas pela Comissão Pedagógica a aplicar à modalidade de Oficina de Formação.



INSCREVER-ME

Ref. 374ACD_43_2026 Inscrições abertas até 07-09-2026 INSCREVER-ME

Registo de acreditação: ACD_43_2026

Modalidade: Ação curta duração

Duração: 4.0 horas

Início: 23-09-2026

Fim: 23-09-2026

Regime: Presencial

Local: Escola Secundária Padre António Vieira

Formador

Miguel Nabais Pernes

Destinatários

Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico, Secundário e Educação Especial

Releva

Despacho n.º 5741/2015 - Enquadra-se na possibilidade de ser reconhecida e certificada como ação de formação de curta duração a que se refere a alínea d) do n.º 1 do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 22/2014. 

Certificado pelo

CDCP - Conselho de Diretores da Comissão Pedagógica

Entidade formadora/Parceria

| Centro de Formação Professor João Soares

Enquadramento

Esta ação insere-se numa iniciativa de itinerância promovida pela Foco Musical, coordenadora do Serviço Educativo da Orquestra Sinfónica de Lisboa. O projeto visa promover, em cada região NUTS III do país, uma sessão formativa com o intuito de sensibilizar e capacitar os docentes para o desenvolvimento de públicos escolares no domínio da música erudita. Um dos momentos altos desta ação será a presença do Quinteto de Cordas da Orquestra Sinfónica de Lisboa, cuja participação dará um cunho prático e experiencial à formação, permitindo aos participantes o contacto direto com a interpretação ao vivo, os instrumentos e o repertório.

Objetivos

Os Concertos Sinfónicos Participados, visando a formação de públicos para a música erudita, são per si um trabalho de formação em formato espetáculo, devido ao envolvimento que promovem pelo trabalho preparatório que exigem em sala de aula e que se concretiza na sala de espetáculos. Repensando o paradigma reacende-se a aposta num trabalho que a Foco Musical Portugal, coordenadora do serviço educativo da Orquestra Sinfónica de Lisboa, desenvolve há mais de 25 anos com as suas escolas parceiras, mas que até então era essencialmente complementar à sua atividade principal: as Aulas- Concerto. Há que dar a conhecer esta opção de trabalho que se concretiza dentro da sala de aula, contornando o problema operacional e financeiro que as escolas sentem para as saídas de campo. A formação aqui proposta vira-se para a dinamização neste domínio. Esta descentralização pelos Centros de Formação dos Agrupamentos de Escolas representativos de todas as NUTS III do território continental pretende sensibilizar os profissionais da educação para a importância de proporcionar aos seus alunos a experiência da música ao vivo, através do exemplo da atividade da Orquestra Sinfónica de Lisboa no domínio da música de câmara dentro do espaço-escola, esperando que a formação permita a consciencialização da importância destas vivências na idade certa. Para além do objetivo geral de partilha, reflexão e simulação de processos e estratégias de trabalho para as valências do Pré-Escolar e do Ensino Básico no domínio da Sensibilização para a Música Erudita, estabelecem-se os seguintes objetivos específicos: (1) apresentar formas de estruturação de estratégias de trabalho nos vértices da audição, interpretação e criação, como pontos-chave para uma educação musical plena, a pretexto da exploração dos repertórios construídos para este fim; (2) garantir uma apropriação dos impactos da Audição Musical Ativa e Participada no âmbito do desenvolvimento de competências para a compreensão musical da criança; (3) partilhar ferramentas de trabalho consistentes para a exploração de repertórios ricos de conteúdo e para a construção autónoma de abordagens paralelas por parte dos profissionais da educação.

Conteúdos

A ação de formação de curta duração proposta diferencia-se por apresentar ao vivo o repertório do Quinteto de Cordas da Orquestra Sinfónica de Lisboa. Serão 4 horas frutíferas - 2 horas de contexto teórico, onde se explica de forma académica e fundamentada os benefícios da Audição Musical. Participada do ponto de vista das aprendizagens significativas, comparativamente a abordagens tradicionais + 2 horas de prática simulada, onde se desenvolvem atividades contributivas para a compreensão da estrutura de uma peça musical como um objeto artístico uno e lógico - que terminarão com a apresentação da Aula-Concerto do Quinteto de Cordas. Os formandos presentes compreenderão através da experiência ao vivo, aquilo que nunca um projeto escrito proporcionará, por muito que se muna de registos audiovisuais.


Cronograma

Sessão Data Horário Duração Tipo de sessão
1 23-09-2026 (Quarta-feira) 16:00 - 20:00 4:00 Presencial

INSCREVER-ME

Não existem ações.

Ref. 344B7_2026 Em avaliação

Registo de acreditação: CCPFC/ACC-127029/24

Modalidade: Curso de Formação

Duração: 30.0 horas

Início: 06-07-2026

Fim: 10-07-2026

Regime: Presencial

Local: Fundação Calouste Gulbenkian

Formador

Ines Brandao

Raquel Sofia Rodrigues Rosa Machaqueiro

Susana Gomes da Silva

Destinatários

Professores dos Grupos de Recrutamento 200, 400 e 420

Releva

Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos de Recrutamento 200, 400 e 420. Mais se certifica que, para os efeitos previstos no artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos de Recrutamento 200, 400 e 420.

Acreditado pelo

CCPFC - Conselho Científico Pedagógico de Formação Contínua

Entidade formadora/Parceria

Fundação Calouste Gulbenkian | CFAE Prof. João Soares

Enquadramento

Nota: inscrição prévia terá de ser feita na Fundação (através do seguinte link): https://gulbenkian.pt/agenda/historias-dificeis-legados-dificeis-como-ensinar-e-falar-sobre-escravatura/ A complexa história da escravatura e os seus legados no presente continuam ausentes dos programas escolares. O comércio de escravos é introduzido enquanto mera parte de um comércio triangular no qual as pessoas escravizadas eram equiparadas a mercadorias. Apesar da sociedade portuguesa apresentar um problema de racismo estrutural – vide Memo UE Março 2021 [CommDH(2021)4] – os discursos públicos continuam a reproduzir a ideia de que não há racismo em Portugal. Esta formação expõe os professores a metodologias mais inclusivas, equitativas e representativas, para um melhor envolvimento dos alunos. Terá ainda uma componente pública, com a organização de duas conferências proferidas por académicos portugueses, brasileiros e norte-americanos.

Objetivos

• Compreender a importância e influência do comércio transatlântico de escravos na formação de determinados eventos históricos nacionais e globais. • Compreender os legados da escravatura na sociedade portuguesa. • Compreender o significado de racismo estrutural e suas consequências. • Desenvolver abordagens pedagógicas para abordar o tema promovendo um melhor entendimento da complexidade desta história, e seus impactos em diversos domínios da sociedade (economia, política, cultura, etc.). • Fornecer recursos e fontes para o desenvolvimento futuro de instrumentos pedagógicos para a abordagem deste tema. • Desenvolver instrumentos pedagógicos para abordar o tema de forma inclusiva, representativa, equitativa, e com significado ético e histórico.

Conteúdos

CONTEÚDOS Tendo como base a experiência das formadoras e académicos norte-americanos, brasileiros e portugueses especialistas no ensino da história da escravatura, esta formação expõe os professores a esta história difícil e a um conjunto diverso de fontes a partir das quais poderão desenvolver novas abordagens pedagógicas e instrumentos de aprendizagem para utilizar na sala de aula. 1. O que é património e identidade, como se forjam memórias (e amnésias coletivas). 2. Como (não) se fala de escravatura e de tráfico de escravizados em Portugal. Mitos da historiografia pública portuguesa: omissões, erros, distorções, continuidades coloniais. Razões para a reprodução e persistência destes mitos na memória coletiva e discurso identitário português. Importância de um plano curricular inclusivo: o que falta fazer. 3. O ensino da história e materiais escolares: perspetiva crítica. Os oradores apresentarão a sua perspetiva sobre este tema e partilharão as suas experiências relativamente a métodos e abordagens pedagógicas. 4. Como contar uma história difícil na sala de aula: metodologias e uso da linguagem. Humanização da história através da utilização de micro-histórias de resistência e liberdade (insubmissão, revoltas, sabotagens, reapropriação simbólica, reconstrução de cosmologias). Exemplos de micro-histórias presentes em fontes primárias e secundárias, e desenvolvidos através da pesquisa realizada pelo Slave Wrecks Project em Portugal, Moçambique, África do Sul, Brasil e EUA. 5. Ensino da história da escravatura e do tráfico de escravizados: perspetiva comparativa. Os oradores convidados apresentarão aspetos da sua experiência profissional no ensino da história da escravatura em Portugal, nos EUA e no Brasil, e partilharão algumas das metodologias usadas no seu trabalho pedagógico e de pesquisa. 6. Coleções difíceis e descolonização museológica: a sala de aula no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian e na Coleção Gulbenkian. No Museu Nacional de História Natural e Ciência da Universidade de Lisboa, onde os formandos contactam com algumas coleções coloniais, e abordam as questões éticas inerentes à curadoria destas peças (incluindo a decisão de mostrar ou não mostrar ao público). 7. Exercícios de grupo: criação de instrumentos pedagógicos para serem utilizados na sala de aula a partir de guiões. Discussão de estratégias e métodos de abordagem e de criação.

Metodologias

Exposição dos conteúdos de forma teórica e prática, com recurso a textos de apoio e materiais audiovisuais. Workshops de leitura promovendo o diálogo participativo, a reflexão e análise crítica dos materiais de leitura, incluindo fontes primárias e secundárias. Apresentação de casos de estudo com base no trabalho de investigação desenvolvido pelo Slave Wrecks Project e seus parceiros internacionais, bem como pelas equipas educativas do Museu Gulbenkian, do Centro de Arte Moderna e de curadoria do MUHNAC e do Museu de Lisboa. Debate e discussão conjunta dos materiais e conteúdos apresentados. Experimentação de métodos e abordagens: estratégias de humanização e materialização, e criação colaborativa de instrumentos pedagógicos concretos para usar na sala de aula. Cada formação terminará com uma conversa aberta ao público, na qual participarão os académicos convidados.  Mais informações, por favor consultar https://gulbenkian.pt/agenda/historias-dificeis-legados-dificeis-como-ensinar-e-falar-sobre-escravatura/

Avaliação

Os formandos devem frequentar, pelo menos, 2/3 do número de horas da ação. A classificação dos formandos será feita por níveis de desempenho na escala de 1 a 10, com a menção qualitativa de: 1 a 4,9 valores – Insuficiente; 5 a 6,4 valores – Regular; 6,5 a 7,9 valores – Bom; 8 a 8,9 valores – Muito Bom; 9 a 10 valores - Excelente. A avaliação dos formandos é contínua, assente na sua participação durante todas as ações da formação. Adicionalmente, os formandos desenvolverão em grupo, um instrumento pedagógico (Storymap, video, podcast ou outro) para ser usado em sala de aula, e construído a partir de um dos guiões fornecidos no início da formação e explorados durante a mesma. Este instrumento será avaliado de acordo com critérios de inclusividade, equidade, representatividade e linguagem utilizada, bem como de acordo com os conceitos e conteúdos analisados durante a formação. Os grupos de formandos terão oportunidade de realizar um encontro por videochamada com um dos formadores após o curso para discutir estratégias de criação do instrumento pedagógico e solicitar orientação. Os formandos devem frequentar, pelo menos, 2/3 do número de horas da ação. A classificação dos formandos será feita por níveis de desempenho na escala de 1 a 10, com a menção qualitativa de: 1 a 4,9 valores – Insuficiente; 5 a 6,4 valores – Regular; 6,5 a 7,9 valores – Bom; 8 a 8,9 valores – Muito Bom; 9 a 10 valores - Excelente. A avaliação dos formandos é contínua, assente na sua participação durante todas as ações da formação. Adicionalmente, os formandos desenvolverão em grupo, um instrumento pedagógico para ser usado em sala de aula. Este instrumento será avaliado de acordo com critérios de inclusividade, equidade, representatividade e linguagem utilizada, bem como de acordo com os conceitos e conteúdos analisados durante a formação. Os grupos de formandos terão oportunidade de realizar um encontro por videochamada com um dos formadores após o curso para discutir estratégias de criação do instrumento pedagógico e solicitar orientação.

Bibliografia

Caldeira, Arlindo M. 2017. Escravos em Portugal: Das Origens ao Século XIX. Lisboa: Esfera dos Livros.Caldeira, Arlindo M. 2024. O Apelo da Liberdade: Resistência dos Africanos à Escravidão nas Áreas de Influência Portuguesa. Lisboa: Casa das Letras.Capela, José. 2012. Conde de Ferreira & Cª: Traficantes de Escravos. Porto: Afrontamento.Henriques, Isabel Castro. 2021. Guia Histórico para uma Lisboa Africana: do Século XV ao Século XXI. Lisboa: Edições Colibri.Rediker, Marcus. [2007] 2023. O Navio Negreiro: Uma História Humana. Lisboa: Editora Desassossego.


Observações

Inscrição Prévia na Fundação: https://gulbenkian.pt/agenda/historias-dificeis-legados-dificeis-como-ensinar-e-falar-sobre-escravatura/ Equipa de formadores: Raquel Machaqueiro Lucimar Felisberto dos Santos Aurora Almada e Santos Marta Araújo Cristina Roldão Orlando Serrano Inês Brandão Susana Gomes da Silva Marta C. Lourenço

Sessão Data Horário Duração Tipo de sessão 1 06-07-2026 (Segunda-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial 2 07-07-2026 (Terça-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial 3 08-07-2026 (Quarta-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial 4 09-07-2026 (Quinta-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial 5 10-07-2026 (Sexta-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial 6 10-07-2026 (Sexta-feira) 18:00 – 20:00 2:00 Presencial

Cronograma

Sessão Data Horário Duração Tipo de sessão
1 06-07-2026 (Segunda-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial
2 07-07-2026 (Terça-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial
3 08-07-2026 (Quarta-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial
4 09-07-2026 (Quinta-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial
5 10-07-2026 (Sexta-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial
6 10-07-2026 (Sexta-feira) 18:00 - 20:00 2:00 Presencial

Ref. 344B6_2026 Em avaliação

Registo de acreditação: CCPFC/ACC-127029/24

Modalidade: Curso de Formação

Duração: 30.0 horas

Início: 29-06-2026

Fim: 03-07-2026

Regime: Presencial

Local: Fundação Calouste Gulbenkian

Formador

Raquel Sofia Rodrigues Rosa Machaqueiro

Ines Brandao

Susana Gomes da Silva

Destinatários

Professores dos Grupos de Recrutamento 200, 400 e 420

Releva

Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos de Recrutamento 200, 400 e 420. Mais se certifica que, para os efeitos previstos no artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos de Recrutamento 200, 400 e 420.

Acreditado pelo

CCPFC - Conselho Científico Pedagógico de Formação Contínua

Entidade formadora/Parceria

Fundação Calouste Gulbenkian | CFAE Prof. João Soares

Enquadramento

Nota: inscrição prévia terá de ser feita na Fundação (através do seguinte link): https://gulbenkian.pt/agenda/historias-dificeis-legados-dificeis-como-ensinar-e-falar-sobre-escravatura/ A complexa história da escravatura e os seus legados no presente continuam ausentes dos programas escolares. O comércio de escravos é introduzido enquanto mera parte de um comércio triangular no qual as pessoas escravizadas eram equiparadas a mercadorias. Apesar da sociedade portuguesa apresentar um problema de racismo estrutural – vide Memo UE Março 2021 [CommDH(2021)4] – os discursos públicos continuam a reproduzir a ideia de que não há racismo em Portugal. Esta formação expõe os professores a metodologias mais inclusivas, equitativas e representativas, para um melhor envolvimento dos alunos. Terá ainda uma componente pública, com a organização de duas conferências proferidas por académicos portugueses, brasileiros e norte-americanos.

Objetivos

• Compreender a importância e influência do comércio transatlântico de escravos na formação de determinados eventos históricos nacionais e globais. • Compreender os legados da escravatura na sociedade portuguesa. • Compreender o significado de racismo estrutural e suas consequências. • Desenvolver abordagens pedagógicas para abordar o tema promovendo um melhor entendimento da complexidade desta história, e seus impactos em diversos domínios da sociedade (economia, política, cultura, etc.). • Fornecer recursos e fontes para o desenvolvimento futuro de instrumentos pedagógicos para a abordagem deste tema. • Desenvolver instrumentos pedagógicos para abordar o tema de forma inclusiva, representativa, equitativa, e com significado ético e histórico.

Conteúdos

CONTEÚDOS Tendo como base a experiência das formadoras e académicos norte-americanos, brasileiros e portugueses especialistas no ensino da história da escravatura, esta formação expõe os professores a esta história difícil e a um conjunto diverso de fontes a partir das quais poderão desenvolver novas abordagens pedagógicas e instrumentos de aprendizagem para utilizar na sala de aula. 1. O que é património e identidade, como se forjam memórias (e amnésias coletivas). 2. Como (não) se fala de escravatura e de tráfico de escravizados em Portugal. Mitos da historiografia pública portuguesa: omissões, erros, distorções, continuidades coloniais. Razões para a reprodução e persistência destes mitos na memória coletiva e discurso identitário português. Importância de um plano curricular inclusivo: o que falta fazer. 3. O ensino da história e materiais escolares: perspetiva crítica. Os oradores apresentarão a sua perspetiva sobre este tema e partilharão as suas experiências relativamente a métodos e abordagens pedagógicas. 4. Como contar uma história difícil na sala de aula: metodologias e uso da linguagem. Humanização da história através da utilização de micro-histórias de resistência e liberdade (insubmissão, revoltas, sabotagens, reapropriação simbólica, reconstrução de cosmologias). Exemplos de micro-histórias presentes em fontes primárias e secundárias, e desenvolvidos através da pesquisa realizada pelo Slave Wrecks Project em Portugal, Moçambique, África do Sul, Brasil e EUA. 5. Ensino da história da escravatura e do tráfico de escravizados: perspetiva comparativa. Os oradores convidados apresentarão aspetos da sua experiência profissional no ensino da história da escravatura em Portugal, nos EUA e no Brasil, e partilharão algumas das metodologias usadas no seu trabalho pedagógico e de pesquisa. 6. Coleções difíceis e descolonização museológica: a sala de aula no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian e na Coleção Gulbenkian. No Museu Nacional de História Natural e Ciência da Universidade de Lisboa, onde os formandos contactam com algumas coleções coloniais, e abordam as questões éticas inerentes à curadoria destas peças (incluindo a decisão de mostrar ou não mostrar ao público). 7. Exercícios de grupo: criação de instrumentos pedagógicos para serem utilizados na sala de aula a partir de guiões. Discussão de estratégias e métodos de abordagem e de criação.

Metodologias

Exposição dos conteúdos de forma teórica e prática, com recurso a textos de apoio e materiais audiovisuais. Workshops de leitura promovendo o diálogo participativo, a reflexão e análise crítica dos materiais de leitura, incluindo fontes primárias e secundárias. Apresentação de casos de estudo com base no trabalho de investigação desenvolvido pelo Slave Wrecks Project e seus parceiros internacionais, bem como pelas equipas educativas do Museu Gulbenkian, do Centro de Arte Moderna e de curadoria do MUHNAC e do Museu de Lisboa. Debate e discussão conjunta dos materiais e conteúdos apresentados. Experimentação de métodos e abordagens: estratégias de humanização e materialização, e criação colaborativa de instrumentos pedagógicos concretos para usar na sala de aula. Cada formação terminará com uma conversa aberta ao público, na qual participarão os académicos convidados.  Mais informações, por favor consultar https://gulbenkian.pt/agenda/historias-dificeis-legados-dificeis-como-ensinar-e-falar-sobre-escravatura/

Avaliação

Os formandos devem frequentar, pelo menos, 2/3 do número de horas da ação. A classificação dos formandos será feita por níveis de desempenho na escala de 1 a 10, com a menção qualitativa de: 1 a 4,9 valores – Insuficiente; 5 a 6,4 valores – Regular; 6,5 a 7,9 valores – Bom; 8 a 8,9 valores – Muito Bom; 9 a 10 valores - Excelente. A avaliação dos formandos é contínua, assente na sua participação durante todas as ações da formação. Adicionalmente, os formandos desenvolverão em grupo, um instrumento pedagógico (Storymap, video, podcast ou outro) para ser usado em sala de aula, e construído a partir de um dos guiões fornecidos no início da formação e explorados durante a mesma. Este instrumento será avaliado de acordo com critérios de inclusividade, equidade, representatividade e linguagem utilizada, bem como de acordo com os conceitos e conteúdos analisados durante a formação. Os grupos de formandos terão oportunidade de realizar um encontro por videochamada com um dos formadores após o curso para discutir estratégias de criação do instrumento pedagógico e solicitar orientação. Os formandos devem frequentar, pelo menos, 2/3 do número de horas da ação. A classificação dos formandos será feita por níveis de desempenho na escala de 1 a 10, com a menção qualitativa de: 1 a 4,9 valores – Insuficiente; 5 a 6,4 valores – Regular; 6,5 a 7,9 valores – Bom; 8 a 8,9 valores – Muito Bom; 9 a 10 valores - Excelente. A avaliação dos formandos é contínua, assente na sua participação durante todas as ações da formação. Adicionalmente, os formandos desenvolverão em grupo, um instrumento pedagógico para ser usado em sala de aula. Este instrumento será avaliado de acordo com critérios de inclusividade, equidade, representatividade e linguagem utilizada, bem como de acordo com os conceitos e conteúdos analisados durante a formação. Os grupos de formandos terão oportunidade de realizar um encontro por videochamada com um dos formadores após o curso para discutir estratégias de criação do instrumento pedagógico e solicitar orientação.

Bibliografia

Caldeira, Arlindo M. 2017. Escravos em Portugal: Das Origens ao Século XIX. Lisboa: Esfera dos Livros.Caldeira, Arlindo M. 2024. O Apelo da Liberdade: Resistência dos Africanos à Escravidão nas Áreas de Influência Portuguesa. Lisboa: Casa das Letras.Capela, José. 2012. Conde de Ferreira & Cª: Traficantes de Escravos. Porto: Afrontamento.Henriques, Isabel Castro. 2021. Guia Histórico para uma Lisboa Africana: do Século XV ao Século XXI. Lisboa: Edições Colibri.Rediker, Marcus. [2007] 2023. O Navio Negreiro: Uma História Humana. Lisboa: Editora Desassossego.


Observações

Inscrição Prévia na Fundação: https://gulbenkian.pt/agenda/historias-dificeis-legados-dificeis-como-ensinar-e-falar-sobre-escravatura/ Equipa de formadores: Raquel Machaqueiro Lucimar Felisberto dos Santos Aurora Almada e Santos Marta Araújo Cristina Roldão Orlando Serrano Inês Brandão Susana Gomes da Silva Marta C. Lourenço

1 29-06-2026 (Segunda-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial 2 30-06-2026 (Terça-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial 3 01-07-2026 (Quarta-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial 4 02-07-2026 (Quinta-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial 5 03-07-2026 (Sexta-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial 6 03-07-2026 (Sexta-feira) 18:00 – 20:00 2:00 Presencial

Cronograma

Sessão Data Horário Duração Tipo de sessão
1 29-06-2026 (Segunda-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial
2 30-06-2026 (Terça-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial
3 01-07-2026 (Quarta-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial
4 02-07-2026 (Quinta-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial
5 03-07-2026 (Sexta-feira) 10:00 - 17:00 7:00 Presencial
6 03-07-2026 (Sexta-feira) 18:00 - 20:00 2:00 Presencial